Documento levado à conferência em Belém reúne um chamado à proteção do Oceano e das populações costeiras, com compromisso com a ciência, a justiça climática e a conservação marinha.
O Instituto Ecosurf e o Alternativa Terra Azul apresentaram o Manifesto do Surf pelo Clima e Futuro do Oceano durante a COP30, em Belém (PA). A iniciativa levou à Conferência do Clima da ONU um chamado da comunidade do surf à defesa dos ambientes marinhos e das populações costeiras vulneráveis à emergência climática.
Construído de forma colaborativa, o documento foi entregue e debatido com pesquisadores, jornalistas, representantes de povos indígenas, autoridades públicas, diplomatas, intelectuais e lideranças socioambientais presentes no evento.
A mobilização buscou ampliar a participação da comunidade do surf nas discussões climáticas, conectando sua relação com o mar à responsabilidade de conservar os ambientes que sustentam o esporte e a vida nas zonas costeiras.
Ciência, justiça climática e conservação marinha
O Manifesto destaca que o Oceano já sofre os impactos das atividades humanas e coloca sua proteção como parte essencial do cuidado com o futuro das sociedades.















O compromisso com a ciência, a justiça climática e a conservação marinha orienta o documento. Essa perspectiva associa a defesa da biodiversidade à proteção das pessoas que vivem nos territórios costeiros e enfrentam os efeitos da emergência climática.
Para as organizações proponentes, a comunidade do surf pode contribuir para esse debate tanto pela proximidade com os ambientes marinhos quanto por sua capacidade de mobilização e comunicação.
A voz do surf nos espaços de decisão
A apresentação e a circulação do Manifesto durante a COP30 criaram oportunidades de diálogo com diferentes setores envolvidos na agenda climática.
Ao levar o documento à conferência, Ecosurf e Alternativa Terra Azul reforçaram a importância de reconhecer o surf como uma comunidade capaz de participar das discussões sobre o clima, a conservação e o futuro dos territórios costeiros.
A iniciativa reafirma o compromisso das organizações de transformar o vínculo com o mar em participação social e de aproximar a cultura do surf das decisões que afetam o Oceano e suas comunidades.


