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Itanhaém é aprovada para integrar a Rede Mundial de Cidades de Surf; Brasil passa a ter três cidades na WSCN

21 de outubro de 2026
Rodrigo Zanella e João Malavolta seguram a bandeira de Itanhaém e o certificado de cidade-membro da World Surf Cities Network, na Ericeira

Candidatura do município paulista recebeu votos favoráveis dos representantes das cidades europeias e latino-americanas durante Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (21), em Portugal. Itanhaém e Imbituba (SC) passam a integrar a rede a partir de 2027, ao lado de Santos (SP).

ERICEIRA, PORTUGAL | 21 DE OUTUBRO DE 2026. É oficial: Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, conquistou seu lugar na World Surf Cities Network (WSCN), a Rede Mundial de Cidades de Surf. A candidatura do município foi aprovada na manhã desta quarta-feira (21), durante a Assembleia Geral da organização, realizada no Hotel Vila Galé Ericeira, em Portugal, com votos favoráveis dos representantes das cidades-membro europeias e latino-americanas.

A decisão representa um marco para a história do surf de Itanhaém e consolida o reconhecimento internacional de um território que reúne seis décadas de tradição na modalidade, uma comunidade atuante e um patrimônio natural, cultural e esportivo diretamente relacionado às ondas e ao Oceano.

A aprovação ocorreu durante o segundo dia do Encontro Anual da World Surf Cities Network, que está sendo realizado no período de 20 a 23 de outubro, sob a presidência da Ericeira. A edição deste ano também celebra os 15 anos de criação da organização internacional, fundada em 2011, que conecta cidades onde o surf é reconhecido como elemento estratégico para o desenvolvimento turístico, econômico, social, cultural e ambiental.

Representantes das cidades-membro reunidos na Assembleia Geral da World Surf Cities Network, na Ericeira
Assembleia Geral da World Surf Cities Network, na Ericeira, em que a candidatura de Itanhaém foi aprovada

Além de Itanhaém, a cidade de Imbituba, em Santa Catarina, também teve sua candidatura aprovada para integrar a organização a partir de 2027.

Com as duas novas adesões, o Brasil passa a contar com três cidades na World Surf Cities Network: Santos (SP), Itanhaém (SP) e Imbituba (SC), ampliando a participação brasileira em uma das principais plataformas internacionais de cooperação entre cidades ligadas ao surf.

Representação brasileira em Portugal

Itanhaém está representada no encontro pelo secretário municipal de Turismo, Rodrigo Zanella, representante oficial da Prefeitura, e por João Malavolta, cofundador e CEO do Instituto Ecosurf, responsável pela coordenação técnica e articulação institucional da candidatura.

Rodrigo Zanella e João Malavolta ao lado do painel de Itanhaém na exposição dos 15 anos da WSCN
Rodrigo Zanella e João Malavolta junto ao painel de Itanhaém na exposição dos 15 anos da rede

A participação conjunta da Prefeitura e do Ecosurf expressa o modelo de cooperação que viabilizou a candidatura, reunindo poder público, sociedade civil e diferentes segmentos da comunidade local em torno de uma estratégia de valorização do surf.

A Baixada Santista também está representada pela cidade de Santos, que já integra a WSCN e participa da edição deste ano por meio do embaixador Cisco Arana e do ponto focal César Andrade.

A presença das duas cidades paulistas na organização abre novas perspectivas para a cooperação regional, especialmente em iniciativas relacionadas ao turismo de surf, à economia criativa, à inovação, à formação de atletas e à conservação dos ambientes costeiros.

Uma candidatura construída a partir da história e da comunidade

A entrada de Itanhaém na World Surf Cities Network é resultado de um processo iniciado em 2026 por iniciativa do Instituto Ecosurf, que apresentou ao município a proposta de candidatura e desenvolveu, em cooperação com a Prefeitura, o trabalho técnico necessário para sua formalização.

O processo envolveu levantamento e sistematização de informações, articulação institucional, elaboração do dossiê de candidatura, apresentação dos compromissos municipais e mobilização da comunidade do surf.

Em setembro, após cumprir as exigências estabelecidas pela organização, Itanhaém recebeu do Comitê de Novas Cidades da WSCN a confirmação de sua candidatura, conquistando o status de Surf City Aspirante. A aprovação na Assembleia Geral desta quarta-feira representa a conclusão dessa etapa decisiva e o aceite do município como nova cidade-membro.

O processo também ganhou dimensão pública com a campanha Itanhaém Surf City, a mobilização de assinaturas para a carta de apoio à candidatura e a realização da Noite do Surf, em 14 de outubro, que reuniu representantes do setor público, surfistas, atletas, fabricantes de pranchas, empresários, escolas de surf, artistas, instituições e organizações da sociedade civil.

A candidatura apresentou uma cidade com aproximadamente 26 quilômetros de litoral, 15 picos de surf identificados e uma trajetória esportiva e cultural construída ao longo de seis décadas.

Esse patrimônio também se expressa na atuação das escolas de surf, na fabricação artesanal de pranchas, no comércio especializado, na realização de competições e eventos, na formação de atletas e nas iniciativas de preservação da memória, como o Museu do Surf de Itanhaém.

Mais do que demonstrar as condições naturais para a prática esportiva, o projeto buscou evidenciar que o surf integra a identidade do município e constitui um ativo estratégico para seu desenvolvimento.

O que muda para Itanhaém com a entrada na rede?

Certificado da World Surf Cities Network com Itanhaém como cidade-membro
Itanhaém, cidade-membro da World Surf Cities Network

O ingresso na WSCN representa uma nova etapa para o posicionamento internacional de Itanhaém, conectando o município a cidades que compartilham experiências e desenvolvem estratégias de valorização do surf.

A participação cria oportunidades para ampliar relações institucionais, estabelecer parcerias, compartilhar boas práticas e desenvolver projetos conjuntos em áreas como turismo, economia do surf, educação, cultura, sustentabilidade e inovação.

Para Itanhaém, a conquista também abre caminho para consolidar uma agenda permanente de desenvolvimento territorial baseada na valorização das ondas e de seus ecossistemas associados.

Entre as perspectivas estão o fortalecimento da governança local do surf, o desenvolvimento de indicadores para a economia do setor, a qualificação da infraestrutura, a valorização do patrimônio histórico e cultural e a construção de estratégias de conservação das praias e dos ambientes costeiros.

A proposta defendida pelo Instituto Ecosurf durante a candidatura considera que o reconhecimento internacional precisa estar associado a compromissos concretos com a sustentabilidade do território.

Nesse contexto, a proteção das ondas e dos Ecossistemas de Surf constitui uma dimensão fundamental para garantir que o crescimento econômico relacionado à atividade seja acompanhado de benefícios sociais, ambientais e culturais para a comunidade.

A entrada na rede não representa apenas a conquista de um título internacional, mas o início de uma nova fase de planejamento, cooperação e construção de políticas públicas para o futuro do surf em Itanhaém.

Encontro internacional celebra 15 anos da WSCN

A edição de 2026 do encontro acontece na Ericeira, em Portugal, sob a presidência da cidade portuguesa, reunindo representantes internacionais para debater o papel do surf no desenvolvimento dos territórios.

Durante a Assembleia Geral desta quarta-feira também foi definida a continuidade da governança internacional da organização, cuja presidência passará, a partir de 2027, para Bahía de Banderas, no México.

A programação prossegue nesta quinta-feira (22) com a Conferência Internacional Where Waves Create Value: Surf, Inovação e Desenvolvimento Sustentável do Território.

João Malavolta, do Instituto Ecosurf, participa como convidado da mesa-redonda internacional dedicada à Economia do Surf e ao Desenvolvimento do Território, levando ao debate a experiência brasileira na articulação entre surf, conservação do Oceano e desenvolvimento sustentável.

A conferência reúne representantes de diferentes países em discussões sobre turismo, inovação, economia, sustentabilidade e cooperação entre as cidades integrantes da rede.

Sobre a World Surf Cities Network

Fundada em novembro de 2011, em San Sebastián, na Espanha, a World Surf Cities Network é uma rede internacional de cooperação que conecta cidades onde o surf representa parte relevante da identidade cultural, da economia e das estratégias de desenvolvimento local.

A organização promove o intercâmbio de conhecimentos, políticas públicas, iniciativas de inovação e projetos voltados ao fortalecimento da indústria e da cultura do surf, incentivando a cooperação entre governos, empresas, instituições e comunidades.

Sua atuação também contempla temas como proteção das ondas, inclusão social, turismo sustentável, empreendedorismo e valorização dos territórios costeiros.

Com a aprovação de Itanhaém e Imbituba, o Brasil amplia sua presença nessa agenda internacional e fortalece o reconhecimento das cidades brasileiras como referências na cultura, na economia e no desenvolvimento sustentável do surf.

Saiba mais


INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Instituto Ecosurf | Coordenação Técnica da Candidatura Itanhaém Surf City
Secretaria Municipal de Turismo de Itanhaém | Representação Institucional
Ericeira, Portugal | 21 de outubro de 2026

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