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Itanhaém conhece experiência de Santos na World Surf Cities Network e amplia intercâmbio sobre políticas para o surf

25 de setembro de 2026

Encontro entre representantes das duas cidades discutiu a experiência santista na rede internacional e iniciativas que podem contribuir para a construção de políticas públicas relacionadas ao surf em Itanhaém.

O coordenador técnico da candidatura de Itanhaém à World Surf Cities Network (WSCN) e CEO do Instituto Ecosurf, João Malavolta, esteve em Santos para um encontro com Cisco Araña, um dos principais nomes da história do surf santista e atual Embaixador Global da WSCN.

O encontro teve como objetivo conhecer mais de perto a experiência de Santos como integrante da rede internacional e identificar práticas, projetos e modelos de atuação que possam contribuir para a construção da estratégia de Itanhaém como uma Surf City.

A aproximação entre as duas cidades também busca fortalecer o intercâmbio regional em torno do surf, considerando que Santos e Itanhaém possuem trajetórias históricas ligadas à modalidade e compartilham desafios relacionados ao turismo, desenvolvimento econômico, esporte, inclusão social e conservação dos ambientes costeiros.

A experiência de Santos como referência

Entre as iniciativas discutidas durante o encontro está a Escola Radical de Surf de Santos, primeira escola pública de surf do Brasil e uma das experiências de maior reconhecimento associadas às políticas públicas para o surf desenvolvidas no município.

Criada há mais de três décadas, a iniciativa contribuiu para ampliar o acesso à modalidade e demonstrar como o surf pode ser incorporado às políticas municipais para além de sua dimensão competitiva.

Ao longo dessa trajetória, o projeto passou a relacionar a prática esportiva com inclusão social, saúde, qualidade de vida e acesso democrático ao Oceano, atendendo diferentes públicos e gerações.

Outro aspecto de destaque é a experiência desenvolvida em Santos com o surf adaptado, ampliando a participação de pessoas com deficiência e demonstrando as possibilidades de utilização do esporte como ferramenta de inclusão.

Essas experiências ganharam reconhecimento dentro da própria World Surf Cities Network e passaram a integrar o conjunto de práticas compartilhadas entre cidades participantes da rede.

Aprender com quem já percorreu esse caminho

Para Itanhaém, o intercâmbio representa a oportunidade de conhecer a experiência de uma cidade brasileira que já integra a WSCN e compreender como o reconhecimento internacional pode ser traduzido em programas, projetos e políticas públicas no território.

A proposta da candidatura de Itanhaém não se limita à entrada formal em uma rede internacional. O processo busca utilizar o conceito de Surf City como instrumento de planejamento capaz de conectar esporte, turismo, cultura, desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.

Itanhaém também possui uma trajetória consolidada no surf. São 26 quilômetros de litoral e 15 picos identificados, além de escolas, projetos sociais, fabricantes de pranchas, lojas especializadas, instrutores, atletas, fotógrafos, organizadores de eventos e outros profissionais que formam uma cadeia local relacionada à modalidade.

A cidade também possui experiências de inclusão por meio do surf. Projetos desenvolvidos no município já promoveram atividades voltadas a pessoas com deficiência, enquanto iniciativas de formação e escolas locais ampliam o acesso de crianças, jovens e adultos à modalidade.

Conhecer modelos desenvolvidos em outras Surf Cities permite avaliar quais experiências podem dialogar com essa realidade e quais precisam ser construídas a partir das características próprias de Itanhaém.

Uma articulação regional pelo surf

A aproximação com Santos também aponta para uma perspectiva regional.

As duas cidades estão no litoral paulista e possuem uma relação histórica com o surf, mas apresentam características territoriais, urbanas, turísticas e ambientais distintas. Essa diversidade abre possibilidades para a troca de experiências e para a construção de agendas comuns.

Políticas de formação esportiva, surf adaptado, proteção das ondas, turismo de surf, eventos, economia do surf, educação ambiental e conservação dos Ecossistemas de Surf estão entre os temas que podem integrar esse diálogo.

A participação na World Surf Cities Network pode ampliar essas conexões ao aproximar cidades que enfrentam desafios semelhantes e permitir o compartilhamento de experiências desenvolvidas em diferentes partes do mundo.

Surf City como política de longo prazo

A candidatura de Itanhaém à WSCN é uma iniciativa do Instituto Ecosurf, responsável pela coordenação técnica do processo, com responsabilidade institucional da Prefeitura Municipal de Itanhaém, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, pela aplicação oficial junto à World Surf Cities Network.

A proposta é que o reconhecimento como Surf City seja utilizado como ponto de partida para uma agenda permanente relacionada ao surf no município.

Isso inclui fortalecer a cultura e a economia local, ampliar oportunidades de formação e inclusão, qualificar o turismo de surf e incorporar a proteção das praias, das ondas e dos Ecossistemas de Surf às estratégias de desenvolvimento da cidade.

Mais do que integrar uma rede internacional, o desafio é transformar o reconhecimento em resultados concretos para o território e para as pessoas que constroem diariamente a cultura do surf.

O intercâmbio com Santos faz parte desse processo: conhecer experiências já consolidadas, identificar boas práticas e construir um modelo de Surf City conectado à história, às características e aos desafios de Itanhaém.

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