Realizada no Plenário do Senado Federal, em Brasília, sessão reuniu representantes do poder público, ciência e sociedade civil para discutir a conservação do Oceano e sua importância ambiental, social e econômica para o Brasil.
O Instituto Ecosurf participou, no dia 8 de junho de 2026, da Sessão Especial realizada pelo Senado Federal em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos, em Brasília. A organização esteve representada por seu CEO, João Malavolta, reforçando sua atuação pela conservação do Oceano, enfrentamento à poluição plástica, promoção da cultura oceânica e mobilização da sociedade para a proteção dos ambientes costeiros e marinhos.
A sessão foi realizada no Plenário do Senado Federal a partir da aprovação do Requerimento nº 195/2026, apresentado pelo senador Nelsinho Trad e outros parlamentares. O encontro ocorreu das 16h13 às 17h24 e reuniu representantes de instituições públicas, academia, organizações da sociedade civil e comunidades relacionadas ao Oceano. Senado Federal
Oceano entra no centro do debate
Mais do que uma data comemorativa, a sessão abriu espaço no Senado para discutir a relevância ambiental, social e econômica do Oceano e os desafios relacionados à sua conservação.
Entre os temas abordados estiveram biodiversidade, mudanças climáticas, economia do mar, pesca artesanal, conservação e políticas públicas. A própria justificativa apresentada para a realização da sessão destacou questões como aquecimento das águas, poluição por plásticos, biodiversidade marinha, segurança alimentar e desenvolvimento das zonas costeiras. Senado Federal
A mesa da sessão contou com representantes do Superior Tribunal de Justiça, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marinha do Brasil, Universidade de Brasília, Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e sociedade civil. Também participaram dos pronunciamentos representantes do Painel Brasileiro para o Futuro do Oceano (PainelMar), Oceana Brasil e de comunidades tradicionais extrativistas costeiras e marinhas. Senado Federal
A diversidade de setores representados reforçou uma dimensão fundamental da agenda oceânica: a conservação marinha exige articulação entre ciência, políticas públicas, sociedade civil e as populações diretamente relacionadas aos territórios costeiros.
Ecosurf presente em Brasília
A participação do Instituto Ecosurf integra uma trajetória de atuação voltada à conservação dos ambientes costeiros e marinhos e à ampliação da presença da agenda do Oceano nos espaços de decisão.
Para a organização, enfrentar desafios como a poluição por plásticos, a degradação dos ecossistemas costeiros, a perda de biodiversidade e as pressões sobre praias, rios e ondas exige políticas públicas estruturantes e participação social.
Essa agenda também passa pelo reconhecimento e pela valorização dos diferentes grupos que dependem diretamente do Oceano e dos territórios costeiros, incluindo comunidades tradicionais, pescadores e pescadoras artesanais, pesquisadores, organizações socioambientais e demais atores que atuam na conservação marinha.
Surf também precisa ocupar os espaços de decisão
Para o Instituto Ecosurf, a comunidade do surf possui um papel específico nessa mobilização.
Milhões de pessoas mantêm uma relação direta com praias, ondas e ambientes costeiros por meio do surf e de outras atividades ligadas ao mar. Transformar essa relação em participação cidadã é uma das estratégias defendidas pela organização para ampliar a proteção do Oceano.
Nesse contexto, a defesa das ondas e dos Ecossistemas de Surf também precisa estar conectada às discussões sobre planejamento costeiro, biodiversidade, qualidade da água, poluição marinha, mudanças climáticas e desenvolvimento das cidades costeiras.
A presença do Ecosurf no Senado reforça essa perspectiva: aproximar a cultura do surf dos espaços onde são discutidas e formuladas políticas capazes de influenciar o futuro do Oceano brasileiro.
Um espaço institucional para a agenda oceânica
A realização da Sessão Especial no Senado representa mais um espaço para ampliar a presença da agenda oceânica no debate público nacional.
O desafio é transformar a visibilidade proporcionada por momentos como esse em continuidade institucional, participação social e políticas capazes de responder às pressões enfrentadas pelos ecossistemas costeiros e marinhos.
Para o Instituto Ecosurf, a conservação do Oceano depende justamente dessa capacidade de conectar mobilização social, conhecimento científico e políticas públicas.
O Oceano precisa de voz. E essa voz precisa estar presente nos espaços de decisão.


