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Ecosurf leva a voz do surf ao debate sobre a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico

09 de junho de 2026

Em encontro promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em Brasília, João Malavolta destacou o papel dos surfistas na mobilização pela proteção do Oceano.

O Instituto Ecosurf participou, em 9 de junho de 2026, do debate sobre a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP), realizado na Biblioteca Nacional de Brasília durante a Semana Nacional do Meio Ambiente. Promovida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a atividade colocou em discussão a contribuição da ciência, da sociedade e das políticas públicas para o enfrentamento da poluição plástica.

Representando o Instituto, João Malavolta destacou a importância de mobilizar a comunidade do surf como sentinela do cuidado com o Oceano. A participação levou ao debate a perspectiva de quem frequenta as praias e acompanha, dentro d’água, as mudanças nos ambientes costeiros.

Surfistas convivem diretamente com as condições do mar e das praias. A presença de resíduos, as alterações na água e as transformações na areia e nas ondas fazem parte dessa experiência. Para o Ecosurf, essa proximidade pode estimular a participação da comunidade na identificação de problemas, na educação ambiental e na cobrança por respostas do poder público e das empresas.

A mensagem apresentada por Malavolta reforçou que o surf tem um papel a desempenhar na agenda ambiental brasileira. Além de mobilizar praticantes, o esporte pode aproximar diferentes públicos da conservação e ampliar o debate sobre as causas da poluição que chega ao mar.

Ciência e participação social no enfrentamento da poluição

A ENOP tem como objetivo orientar e coordenar políticas públicas de prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no Oceano. A estratégia prevê a cooperação entre União, estados, municípios, comunidade científica, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

Na avaliação do Instituto Ecosurf, a articulação entre esses setores é fundamental para transformar o reconhecimento do problema em ações concretas. A chegada de plástico aos rios, às praias e ao Oceano exige respostas que combinem conhecimento científico, participação social e políticas públicas.

Nesse processo, a mobilização de quem vive e frequenta o litoral pode contribuir para aproximar as decisões institucionais da realidade dos territórios. A comunidade do surf reúne pessoas que mantêm uma relação contínua com o mar e podem participar ativamente da construção dessas respostas.

O surf na agenda de proteção do Oceano

A participação no encontro integra a atuação do Ecosurf em espaços de diálogo sobre prevenção do lixo no mar e conservação dos ecossistemas de surf.

Para o Instituto, proteger as ondas também significa cuidar da qualidade da água, das praias e da vida marinha. Essa relação conecta o esporte à responsabilidade de conservar os ambientes que tornam sua prática possível.

Ao levar essa perspectiva ao debate nacional, o Ecosurf reforça a importância de incluir a comunidade do surf nas políticas de proteção do Oceano e de ampliar sua participação para além das ações de limpeza, alcançando também a prevenção da poluição e o acompanhamento das decisões públicas.

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